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Postado por em 19/06/2019 em Postagens | 0 comentários

O dinheiro e o relacionamento

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O dinheiro e o relacionamento

De acordo com socióloga especialista em casamento e divórcio Terri L. Orbuch, 7 entre 10 casais apontam problemas relacionados às finanças como os principais motivos de brigas sérias no relacionamento. Já uma enquete conduzida pelo jornal canadense The Star publicou em fevereiro de 2015 a conclusão dos resultados é que um terço de casais brigam pelo menos uma vez por semana por questões relacionadas ao dinheiro, sendo que apenas 10% dos que responderam a enquete afirmaram que nunca brigam. Afinal, como se dá a influência do dinheiro no relacionamento?

O papel do dinheiro no relacionamento

Poucas coisas influenciam e mexem tanto com a vida de um casal como o dinheiro. O dinheiro influencia a vida de um casal em diferentes níveis.

Em um nível mais superficial, o dinheiro cobre as despesas mais básicas da casa e também as menos básicas: viagens, pequenos luxos. Quando as finanças não vão bem, é natural que o casal brigue e acuse um ao outro de não saber gerenciar as despesas ou de não ganhar o suficiente para contribuir com as despesas. Entretanto, a influência do dinheiro não para por aí.

Com a emancipação das mulheres, é cada vez mais comum vê-las trabalhando fora de casa. Com isso, a renda familiar aumenta, consequentemente espera-se que o poder de consumo e a qualidade de vida aumentem junto com a renda da família, o que é ótimo, certo? Há controvérsias.

Esta mudança nas finanças acarreta mudanças na vida do casal. As mulheres esperam que seus parceiros dividam justamente os afazeres domésticos. Elas também sentem-se com mais liberdade para discutir a escolha das férias, para comprar algo caro para si próprias, enfim, o dinheiro permite que a mulher goze de uma liberdade e de um poder dentro do âmbito familiar para conversar de igual com homem sobre todas as decisões que envolvam o dinheiro.

Porém, nem todos os homens estão prontos para aceitar essa nova dinâmica. Machismo? Talvez, mas não necessariamente no sentido de que os homens querem que as mulheres voltem para o fogão. Acontece que alguns homens cresceram com certas expectativas acerca de seu papel no relacionamento (de serem os provedores, especialmente) e não conseguem encaixar suas visões na nova dinâmica da família. É preciso uma grande dose de sinceridade dos dois lados para poder chegar ao acordo do que o casal quer e precisa, e nem sempre as duas coisas coincidem.

Inversão de papéis, inversão de salários

Se a mudança de papéis promovida pelo dinheiro pode incomodar alguns homens, o que dizer quando a mulher tem um salário maior do que o homem?

Embora esta não seja ainda a situação mais comum, ela vem crescendo com os anos. Infelizmente, esta situação incomoda muito alguns homens que podem achar que estão fracassando no seu papel de provedor ou no seu trabalho, talvez as duas coisas. O orgulho é ferido e ele pode se sentir diminuído principalmente diante da família e amigos que acham exatamente isso: que o homem deveria ser o provedor.

Este tipo de incômodo é amplamente resultado da cultura e das políticas para incentivar a igualdade de gênero em cada país. Países onde esta discussão começou mais cedo como países da Europa Ocidental e da América do Norte, tal fenômeno é visto com maior naturalidade e não causa tanto atrito entre casais.

Aqui no Brasil onde a discussão demorou a chegar e a cultura paternalista ainda é muito forte, muitos homens se incomodam se a mulher ganhar mais que ele, não apenas porque o salário é maior, mas porque isso pode indicar outras questões: a mulher ter um nível educacional melhor, ter mais sucesso no trabalho. No fim, o fato de que a mulher está se dando bem em espaços antes reservados apenas para homens (trabalho, educação) é ainda um fato relativamente recente para nossa cultura.

E qual o papel das mulheres?

As mulheres também são afetadas pelas mudanças de papéis e não necessariamente no sentido positivo. Muitas acham que não estão cumprindo com seus deveres de mãe e dona de casa e por isso continuam tomando para si a maior parte da responsabilidade doméstica, sendo que muitas vezes esta acusação parte do próprio parceiro. Este é o resultado encontrado por uma pesquisa da Universidade Cornell nos Estados Unidos, em 2010.

Como lidar com a nova dinâmica?

A igualdade entre os gêneros no trabalho e em casa é uma tendência forte. A adaptação a essa realidade é lenta tanto para o homem, quanto para a mulher. No entanto, a mulher que queira curtir essa nova tendência precisa estar com um homem disposto não só a aceitar que talvez ela ganhe mais que ele, mas que tenha tranquilidade para apoiá-la na sua carreira. Da mesma forma a mulher deve estar pronta para se libertar de crenças negativas (de que se o homem ganha menos que ela, ele não ganha o suficiente, de que ela é uma mãe ruim se não pode ir na reunião de pais da escola). São adaptações que levam tempo, mas é justamente nesse tempo que os benefícios da nova dinâmica vão falar mais alto – e estes benefícios vêm para os dois gêneros.

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